<?xml version='1.0' encoding='UTF-8'?><?xml-stylesheet href="http://www.blogger.com/styles/atom.css" type="text/css"?><feed xmlns='http://www.w3.org/2005/Atom' xmlns:openSearch='http://a9.com/-/spec/opensearchrss/1.0/' xmlns:georss='http://www.georss.org/georss' xmlns:gd='http://schemas.google.com/g/2005' xmlns:thr='http://purl.org/syndication/thread/1.0'><id>tag:blogger.com,1999:blog-5858940356398737149</id><updated>2011-12-27T08:54:12.161-08:00</updated><title type='text'>Diário de uma professora</title><subtitle type='html'>Este é um blog no qual escreverei semanalmente situações reais vividas por mim dentro do ambiente escolar.</subtitle><link rel='http://schemas.google.com/g/2005#feed' type='application/atom+xml' href='http://professoraanne.blogspot.com/feeds/posts/default'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5858940356398737149/posts/default?max-results=100'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://professoraanne.blogspot.com/'/><link rel='hub' href='http://pubsubhubbub.appspot.com/'/><author><name>Diário de uma professora</name><uri>http://www.blogger.com/profile/00742181825837331628</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://3.bp.blogspot.com/_sUOSB58xnP0/SfjoWxzNeWI/AAAAAAAAAAM/1um9odgI1tU/S220/100_1879.jpg'/></author><generator version='7.00' uri='http://www.blogger.com'>Blogger</generator><openSearch:totalResults>5</openSearch:totalResults><openSearch:startIndex>1</openSearch:startIndex><openSearch:itemsPerPage>100</openSearch:itemsPerPage><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5858940356398737149.post-222132054026473098</id><published>2009-06-17T09:58:00.000-07:00</published><updated>2009-06-17T10:20:09.957-07:00</updated><title type='text'>Educação aterrorizada</title><content type='html'>Aconteceu em 31 de outubro de 2007.&lt;br /&gt;A escola onde eu trabalho tem cinco salas de aula no andar de cima e sete no andar de baixo, sendo que uma delas, na verdade, não é sala de aula; ora é laboratório, ora é sala de vídeo, ora não é nada.&lt;br /&gt;Dizem que antes de a escola ser construída, o que havia ali era um terreno baldio onde enterravam corpos de indigentes e a “coveira” -  uma senhora bem velha e maltrapilha - cuidava muito bem dos mortinhos ali enterrados.&lt;br /&gt;Num certo dia apareceram tratores e máquinas para limpar o terreno, pois ali seria construída uma escola.&lt;br /&gt;A velha não se conformava.&lt;br /&gt;Durante toda a limpeza do terreno, ela se revoltava, não saía da frente das máquinas, brigava com as pessoas que tentavam exercer seu trabalho, até que percebeu que não podia lutar contra e jogou uma praga:&lt;br /&gt;- Eu vou me matar aqui nesta parte do terreno para me encontrar com os colegas dos quais eu cuidei durante muito tempo e a parte da escola que será construída aqui eu amaldiçoarei para sempre.&lt;br /&gt;E ela se matou ali mesmo.&lt;br /&gt;Passado algum tempo a escola foi sendo construída, mas todo o operário que trabalhava naquela parte amaldiçoada, sentia calafrios, se machucava e às vezes até ouvia vozes. Foi uma dificuldade concluir a construção da escola, sobretudo no local onde a velhinha pôs fim a vida.&lt;br /&gt;Depois de erguida e inaugurada a escola, alguns operários que sentiram a maldição da velha conversaram com o primeiro diretor, explicando o ocorrido e pediram que, para a proteção de todos os alunos, era necessário que aquela sala não fosse utilizada como sala de aula, mas sim como algo de uso esporádico. O diretor acatou o pedido e foi passando a história adiante até a diretora que exerce o cargo nos dias de hoje.&lt;br /&gt;Eu nunca soube dessa história, mas na véspera desse dia, quando eu organizava  a tal sala para um evento de Haloween no colégio, aconteceu uma coisa inacreditável.&lt;br /&gt;Eu estava com alguns alunos pendurando os morcegos no teto quando veio um vento bem forte que atrapalhou toda a produção e junto com ele a imagem de um rosto de uma senhora.&lt;br /&gt;Nesse momento eu desmaiei e acordei com vários alunos a minha volta.&lt;br /&gt;...&lt;br /&gt;...&lt;br /&gt;...&lt;br /&gt;Foi horrível, mas... você  não acreditou, né?&lt;br /&gt;É, realmente não é verdade.&lt;br /&gt;Criei essa assustadora história no Dia do Halloween, pois a idéia da professora com quem eu trabalhava era criar uma sala ambiente, explicar a origem do Halloween e encerrar a aula com uma história de terror, que ficou por minha conta.&lt;br /&gt;Eu não tinha idéia do que falar, pois aterrorizar alunos entre 12 e 14 anos com qualquer historinha não é fácil.&lt;br /&gt;Então pensei em algo que incluísse a vivência daqueles meninos e meninas.&lt;br /&gt;Foi muito engraçado e realmente assustador.&lt;br /&gt;A cada “capítulo” da história, eu via os rostinhos dos espectadores aterrorizados. Pés que se descolavam do chão para a cadeira, mãos que pegavam em outras mãos, gritos na hora em que eu simulava o desmaio e até um choro desesperado na última apresentação.&lt;br /&gt;Ainda bem que foi na última, pois me senti tão culpada pelo medo da aluna que estava em prantos que não teria coragem de encenar novamente.&lt;br /&gt;Agora você deve estar se perguntando...&lt;br /&gt;Como ela conseguiu fazer com que os alunos não contassem uns aos outros?&lt;br /&gt;Fácil!&lt;br /&gt;Nessa idade eles adoram ver a “aflição” do outro, então saíam quietinhos da sala de apresentação, não abriam o “bico” e esperavam ansiosamente a saída da próxima turma para ver quem tinha passado mais medo.&lt;br /&gt;Diria a você, meu caro leitor, que essa foi a aula mais criativa e silenciosa da minha vida e isso com 80 alunos por apresentação!&lt;br /&gt;Nada tão satisfatório como renovar o clima do ambiente escolar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;APRENDENDO: "A principal meta da educação é criar homens que sejam capazes de fazer coisas novas, não simplesmente repetir o que outras gerações já fizeram. Homens que sejam criadores, inventores, descobridores. A segunda meta da educação é formar mentes que estejam em condições de criticar, verificar e não aceitar tudo que a elas se propõe." (Jean Piaget)&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5858940356398737149-222132054026473098?l=professoraanne.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://professoraanne.blogspot.com/feeds/222132054026473098/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://professoraanne.blogspot.com/2009/06/educacao-aterrorizada.html#comment-form' title='5 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5858940356398737149/posts/default/222132054026473098'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5858940356398737149/posts/default/222132054026473098'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://professoraanne.blogspot.com/2009/06/educacao-aterrorizada.html' title='Educação aterrorizada'/><author><name>Diário de uma professora</name><uri>http://www.blogger.com/profile/00742181825837331628</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://3.bp.blogspot.com/_sUOSB58xnP0/SfjoWxzNeWI/AAAAAAAAAAM/1um9odgI1tU/S220/100_1879.jpg'/></author><thr:total>5</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5858940356398737149.post-1361417613145941935</id><published>2009-06-09T13:04:00.000-07:00</published><updated>2009-06-09T13:08:02.445-07:00</updated><title type='text'>O fedor da educação parte II</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;Fiquei sem ação, não esperava aquela atitude. Senti muito medo, mas como não sou impulsiva, resolvi esperar o sinal tocar, pois só faltavam três minutos.&lt;br /&gt;O sinal tocou.&lt;br /&gt;Desci diretamente para a sala do vice-diretor, que se encontrava bem agitado com o aluno ao seu lado.&lt;br /&gt;Acho que eu estava mais branca do que já sou, estava tão nervosa que minhas palavras não saíam, não conseguia explicar o que havia acontecido. Eu só ouvia a voz do aluno  que parecia vir de bem longe, sem muita clareza. Percebia que ele estava bem alterado e o vice, bem nervoso.&lt;br /&gt;Durante aqueles segundos lembrei-me da Pedagogia do Amor e em vez de me alterar como o aluno ou tentar encerrar tudo aquilo com um grito, pedi licença ao vice-diretor e convidei o aluno para ter uma conversa em particular na sala dos professores.&lt;br /&gt;O vice-diretor me autorizou, mas deixou bem claro que ficaria de tocaia e era só chamá-lo se precisasse.&lt;br /&gt;Durante a ida até a sala dos professores, eu tremia, mas ao mesmo tempo pensava em Deus e na Pedagogia do Amor. Pensava: “Eu preciso plantar uma semente nesse coração atordoado.”&lt;br /&gt;Entramos na sala, pedi que sentasse e expusesse tudo que estava sentindo. Ele não quis se sentar e começou a falar dando tapas na mesa:&lt;br /&gt;- Não foi eu que deixei aquela merda para você. Eu vou te matar, quem você pensa que é? Eu tenho vários amigos manos que é só eu falar com eles e eles te apagam. Cuidado! Você quer morrer?&lt;br /&gt;Tremendo, eu não falava nada, deixei-o despejar tudo. Não tinha reação.&lt;br /&gt;- Você só vai ser mais uma na lista de professores mortos.– Ele gritava.&lt;br /&gt;– Tá com medo? E agora, não vai continuar com os agradecimentos? Vai, fala alguma coisa?&lt;br /&gt;- Posso? – Perguntei em voz baixa.&lt;br /&gt;Nesta hora ele parou de gritar e uma imensa força me deu voz.&lt;br /&gt;- Assim como eu não te interrompi, não quero que me interrompa. Depois que terminar, nós tiraremos as conclusões juntos.Ok?&lt;br /&gt;- Tudo bem. – Me respondeu ele um pouco mais calmo.&lt;br /&gt; Então ele se sentou e começou a me ouvir.&lt;br /&gt;- Em primeiro lugar eu não te acusei. Os seus colegas deram o seu nome como autor da idéia do presente e eu simplesmente te agradeci. Se não foi você, por que saiu tão nervoso me ameaçando? Bastava dizer que não havia sido você. E tem mais, o que você disse em alto e bom som para todos ouvirem pode se virar contra você hoje mesmo, porque se acontecer qualquer coisa comigo a primeira suspeita será você porque muitos testemunharam o ocorrido.&lt;br /&gt;Depois do sermão passei a mudar a retórica colocando-o para cima e enfatizando algumas coisas que já havia percebido no decorrer das aulas.&lt;br /&gt;- Confesso que eu fiquei apavorada com a sua reação. Não imaginava que você, um aluno tão esforçado, educado fosse tão nervoso assim. Você é muito novo para agir por impulso. Se você pega uma pessoa mais alterada como você, isso pode terminar em tragédia.&lt;br /&gt;Continuei.&lt;br /&gt;- Na sala de aula já ouvi você falando que trabalha para ajudar sua mãe, e se num impulso desses acontece algo com você, como fica sua mãe?&lt;br /&gt;Nesse momento seus olhos se encheram de lágrimas e eu dei espaço para ele falar. Fui conduzindo a conversa para o lado familiar e ele foi se abrindo, conversando sobre tudo. Falou que morava em uma favela onde a lei era o crime, que seu irmão estava preso por assalto à mão armada e que não tinha nada a perder.&lt;br /&gt;Aquele coração endurecido tinha motivos para isto, era um rapaz amargurado. Eu precisava resolver a situação. Expliquei-lhe que ele não era o único que passava por aquele tipo de situação, havia muitos como ele e o que ele deveria tentar era mudar a situação vivida e não tentar piorá-la.&lt;br /&gt;Ele já se mostrava mais calmo e me perguntou qual atitude eu tomaria.&lt;br /&gt;Respondi que poderia fazer um B.O. ou selar um laço de amizade entre nós.&lt;br /&gt;Naquele momento estava me arriscando, porém ele parecia bem arrependido.&lt;br /&gt;Ele deu um sorriso tímido, apertou a minha mão e selou amizade.&lt;br /&gt;Então lhe disse:&lt;br /&gt;- Eu quero poder ajudá-lo sempre que precisar. Espero que essa nossa conversa tenha sido um aprendizado para nós dois.&lt;br /&gt;Nós saímos da sala dos professores, demos de cara com o vice que nos perguntou se estava tudo resolvido.&lt;br /&gt;Ambos respondemos com a cabeça e nos despedimos.&lt;br /&gt;Nunca fiquei sabendo quem foi autor da fétida brincadeira.&lt;br /&gt;Passei alguns meses tentando me recompor daquele trauma e tentando ter uma boa relação com os alunos daquela classe.&lt;br /&gt;Graças a Deus e a Pedagogia do Amor nunca mais senti o cheiro fedido daquela falta de educação.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Aprendendo: “... Como educar nossas crianças e jovens num tempo que a aparência vale mais que a essência e a competição e o individualismo teimam em ditar as regras dos relacionamentos, acabando por minar qualquer possibilidade de companheirismo, amizade e amor?”  Gabriel Chalita&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt; &lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5858940356398737149-1361417613145941935?l=professoraanne.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://professoraanne.blogspot.com/feeds/1361417613145941935/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://professoraanne.blogspot.com/2009/06/o-fedor-da-educacao-parte-ii.html#comment-form' title='3 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5858940356398737149/posts/default/1361417613145941935'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5858940356398737149/posts/default/1361417613145941935'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://professoraanne.blogspot.com/2009/06/o-fedor-da-educacao-parte-ii.html' title='O fedor da educação parte II'/><author><name>Diário de uma professora</name><uri>http://www.blogger.com/profile/00742181825837331628</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://3.bp.blogspot.com/_sUOSB58xnP0/SfjoWxzNeWI/AAAAAAAAAAM/1um9odgI1tU/S220/100_1879.jpg'/></author><thr:total>3</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5858940356398737149.post-3053786138569164917</id><published>2009-05-13T06:54:00.000-07:00</published><updated>2009-05-13T10:10:36.270-07:00</updated><title type='text'>O fedor da educação (parte I)</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:arial;font-size:78%;"&gt;Na semana passada li uma entrevista com Camilo da Silva Oliveira - diretor de uma das melhores escolas estaduais classificadas no Enem – que criticava os modismos adotados por diversos secretários da Educação.&lt;br /&gt;Foi quando me veio à cabeça uma situação que passei em sala um tanto constrangedora, porém um tal modismo aplicado pelo ex-secretário Gabriel Chalita (Pedagogia do Amor) me ajudou a resolvê-la.&lt;br /&gt;Era uma quinta-feira à noite, cheguei à escola e percebi que o horário havia mudado: em vez de ir para o 3º E, eu iria para o 1º G do Ensino Médio, uma sala um tanto quanto difícil.&lt;br /&gt;Subi as escadas e quando cheguei à porta da sala havia um único aluno do lado de fora e um cheiro estranho.&lt;br /&gt;Perguntei:&lt;br /&gt;- Ué, só tem você hoje?&lt;br /&gt;- Só, professora.- Ele me respondeu.&lt;br /&gt;- E que cheiro estranho é esse?- Ele ficou calado.&lt;br /&gt;Eu entrei na sala, me dirigi à mesa e imagine com o que eu deparo:&lt;br /&gt;Um inseto para me assustar? – Não!&lt;br /&gt;Uma fruta para me agradar? – Não!&lt;br /&gt;Simples. Eu encontro um tolete de “merda” muito grande e fedorento.&lt;br /&gt;Mais constrangido do que eu, estava o único aluno presente naquela sala.&lt;br /&gt;Perguntei se ele sabia quem havia sido o autor e a resposta foi negativa.&lt;br /&gt;A única coisa que pude fazer foi pedir ajuda a ele para descermos com a mesa para a direção e iniciarmos a nossa aula.&lt;br /&gt;Fui embora literalmente arrasada e passei a semana inteira com aquilo na cabeça.&lt;br /&gt;Como agiria com aquela sala?&lt;br /&gt;Foi quando lendo algumas notícias sobre educação, vi o seguinte comentário sobre um livro recém lançado de Gabriel Chalita:&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Segundo o escritor, os aprendizes de maneira geral, jovens e adultos conservam um pouco da ternura, amor e pureza própria da criança que existe em todos nós, portanto é possível resgatar valores morais, muito desprezados e até desconhecidos atualmente.&lt;br /&gt;&lt;/strong&gt;Percebi, então, que a partir daquela brincadeira de mau gosto eu poderia tentar&lt;br /&gt;resgatar alguns valores para aquela turma.&lt;br /&gt;Na semana seguinte entrei na sala de aula querendo apenas conversar.&lt;br /&gt;Todos ficaram calados e eu fiz o meu discurso de uma forma branda e bem sorridente:&lt;br /&gt;- Obrigada pelo presente que vocês me deixaram na semana passada. Nunca imaginei receber algo como aquilo. Foi uma idéia diferente e suja..&lt;br /&gt;Percebi que eles olhavam entre si e continuei.&lt;br /&gt;- É uma pena que tenhamos perdido nossa aula para um cocô, mas já que é assim, o que posso fazer?.&lt;br /&gt;Nessa hora muitos riram; percebi que alguns nem sabiam sobre o que eu estava falando, então comecei a narrar a fedorentina situação para que todos pudessem estar a par do que havia acontecido.&lt;br /&gt;Uns continuavam sádicos, outros boquiabertos.&lt;br /&gt;Continuei o discurso tentando resgatar alguns valores como respeito ao próximo, muito desprezados e, diríamos, até desconhecido por alguns alunos.&lt;br /&gt;Não esqueci do bom humor para que aquele sermão pudesse ser bem absorvido por eles.&lt;br /&gt;- ... Não era o que eu gostaria de ganhar de vocês, mas se vocês acham que eu mereço, agradeço.&lt;br /&gt;De repente, um aluno cortou o discurso e disse que o presente fedorento não era para mim, e sim para outro professor. Segundo ele, o problema foi a mudança de horário e eu acabei sendo a azarada...&lt;br /&gt;- ... Mesmo assim, o fato é que se vocês acham que eu ou qualquer outro professor merecemos isso, mais uma vez agradeço.&lt;br /&gt;Então falei também sobre respeito e educação.&lt;br /&gt;Encerrei o discurso com um “obrigada por terem dispensado o tempo precioso de vocês com os meus agradecimentos e se quiserem conversar depois, estou à disposição.”&lt;br /&gt;Tentei iniciar a aula, porém o assunto se espalhou pela sala assim como o cheiro da “merda” na semana anterior.&lt;br /&gt;Alguns alunos começaram a entregar um certo colega. &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;span style="font-family:arial;font-size:78%;"&gt;&lt;div align="justify"&gt;Eu - bem descontraída - acabei agradecendo a ele, que muito nervoso saiu da sala dizendo que iria me matar... &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;(Na próxima semana, o término desta história que, graças a Pedagogia do Amor, terminou bem mais cheirosa do que se esperava!) &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Aprendendo&lt;/strong&gt;: "O grande segredo da educação de hoje é sua incapacidade de distinguir conhecimento e sabedoria. Forma a mente e despreza o caráter e o coração. As conseqüências são estas que se vê." (Theodore Palmquistes)&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5858940356398737149-3053786138569164917?l=professoraanne.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://professoraanne.blogspot.com/feeds/3053786138569164917/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://professoraanne.blogspot.com/2009/05/o-fedor-da-educacao.html#comment-form' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5858940356398737149/posts/default/3053786138569164917'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5858940356398737149/posts/default/3053786138569164917'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://professoraanne.blogspot.com/2009/05/o-fedor-da-educacao.html' title='O fedor da educação (parte I)'/><author><name>Diário de uma professora</name><uri>http://www.blogger.com/profile/00742181825837331628</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://3.bp.blogspot.com/_sUOSB58xnP0/SfjoWxzNeWI/AAAAAAAAAAM/1um9odgI1tU/S220/100_1879.jpg'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5858940356398737149.post-7034866840643784989</id><published>2009-05-06T10:45:00.000-07:00</published><updated>2009-05-06T11:05:04.783-07:00</updated><title type='text'>As paredes têm ouvido</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:arial;font-size:78%;"&gt;Muitas pessoas já devem ter passado por uma situação parecida com esta que vou contar, mas para uma professora isso é um pecado quase que mortal.&lt;br /&gt;Imaginem: sexta-feira, um calor insuportável, última aula de inglês em uma 6ª série e para completar os alunos haviam acabado de chegar da Educação Física depois de um jogo de futebol de um campeonato interclasses.&lt;br /&gt;Não é preciso ser professora para saber que são necessários pelo menos cinco minutos para poder acalmar crianças agitadas.&lt;br /&gt;Se você é mãe, dá logo um grito e umas boas palmadas; se você é tia ou tio, avó ou avô, oferece balinhas, chocolates e compra o silêncio; se você é vizinha ou amiga dos pais, faz chantagem: “assim a tia não gosta, vou contar para os seus pais”. Agora se você é professora não pode encostar no aluno ( já dizem que foi algo mais forte e é processo em cima de você), se alterar a voz , dizem que você gritou e isso é antipedagógico, então, o que lhe resta é ficar parada na frente dos alunos tentando mostrar que existe um ser estático na frente deles, provavelmente com uma fisionomia carrancuda, que - na verdade - está somente implorando o silêncio para poder exercer a sua profissão.&lt;br /&gt;Foi assim que me posicionei naquela sexta-feira pós-Educação Física.&lt;br /&gt;Os alunos chegaram agitados, suados, arrastando carteiras sem perceber que eu já me encontrava na sala. Fui para frente da lousa e lá fiquei, parada, sem dizer qualquer palavra...&lt;br /&gt;Aos poucos - um por um - foi me percebendo, cutucando o colega e sussurrando coisas do tipo: “Olha a professora, ela tá brava!!!” , “Senta, senta, a professora quer dar aula”, “Vai senta logo, ela tá nervosa” .&lt;br /&gt;O burburinho estava quase que inaudível quando percebi dois alunos se estranhando por causa do resultado do jogo (a cena era parecida com aquelas do Chaves - quando todos param de falar só o próprio Chaves continua e entrega toda a situação!)&lt;br /&gt;É, foi isso mesmo, eu percebi que eles estavam se estranhando porque depois do silêncio havia apenas aquele barulho lá no fundo. Ouvi um xingamento e presenciei um ou dois pontapés tímidos para que ninguém percebesse. Decidi não me intrometer - pelo menos não naquele momento - para não agitar mais ainda a classe. Faria isso no fim da aula.&lt;br /&gt;Interrompi a pequena discussão com um “Bom, posso iniciar a minha aula agora?”.&lt;br /&gt;Ninguém respondeu.&lt;br /&gt;Iniciei a explicação, mas percebi que a dupla continuava se estranhando, embora discretamente.&lt;br /&gt;Quando faltavam uns cinco minutos para tocar o sinal da saída, um dos meninos veio até mim e relatou que o colega havia dado uns pontapés nele. Chamei o autor das ofensas e perguntei o que estava acontecendo.&lt;br /&gt;Ele relatou o que eu havia percebido (uma discussão sobre o resultado do jogo), mas veementemente (como dizem os nossos parlamentares lá no Congresso!!!) negou ter dado os chutes no colega.&lt;br /&gt;" Como? Tem certeza? Você não deu nenhum pontapé?" Perguntei.&lt;br /&gt;E a resposta era sempre negativa, até que emendei: “Enquanto eu estava aqui na frente eu vi você dando pontapés.”&lt;br /&gt;E ele retrucou: “Então a senhora está vendo demais.”&lt;br /&gt;Eu não acreditei no que estava ouvindo.&lt;br /&gt;O sinal tocou.&lt;br /&gt;Antes de irem embora, tratei de resolver o problema ali mesmo e não deixar nada pendente para a Coordenação.&lt;br /&gt;Estava me sentindo como um furacão e muito chateada com a falta de educação do garoto. Foi então que pedi que um se desculpasse com o outro, pois os dois estavam errados.&lt;br /&gt;O aluno que xingou pediu desculpas, mas o que chutou, além de me desafiar, preferiu calar-se.&lt;br /&gt;Então fiz mais uma tentativa:&lt;br /&gt;“Ah! Você não quer pedir desculpas por um erro que cometeu ? Mesmo assim eu vou lhe dar dois dias ( sábado e domingo!) para refletir e voltar aqui para se desculpar com seu colega. Não vou te mandar para a coordenação porque eu sei que você (e eu também) está cansado - doido para ir para casa - , não é mesmo? Então vá e venha conversar comigo na segunda.”&lt;br /&gt;Eles saíram e eu peguei minha bolsa e meu diário, saí da sala de aula e me dirigi à sala dos professores indignada com o que havia acontecido.&lt;br /&gt;Enquanto eu guardava meu material no armário, ia desabafando sobre o ocorrido com os colegas.&lt;br /&gt;Isso é mal de professor: saímos da sala de aula e continuamos falando sobre alunos, alunos e alunos.&lt;br /&gt;Então lá estava eu... “aí aconteceu isso, isso e isso, e fulano de tal negou os chutes e ainda disse que eu estava enxergando demais”.&lt;br /&gt;Completei: “isso é falta de caráter”.&lt;br /&gt;Quando terminei de guardar meu material, me virei para a mesa dos professores para pegar a chave do meu carro e dei de cara com uma colega pálida como um fantasma, tentando me dizer algo com os olhos, levantando a sobrancelha e balançando a cabeça para a direita.&lt;br /&gt;E eu com um ponto de interrogação na testa. O que ela estava querendo dizer?&lt;br /&gt;Foi quando olhei para o lado e me deparei com a mãe do fulano de tal.&lt;br /&gt;Ela estava lá porque era a responsável pelo marmitex dos funcionários da escola e naquele momento colocava toda a entrega na geladeira da cozinha, ao lado da sala dos professores.&lt;br /&gt;Com certeza ela havia ouvido tudo o que eu tinha dito.&lt;br /&gt;E, embora eu tenha ficado assustada com aquela presença, aproveitei o momento para demonstrar que o motivo do meu nervosismo era realmente a atitude do filho dela.&lt;br /&gt;“Ah, que bom que a senhora está aí! Hoje ocorreu um caso chato na sala de aula... e o fulano de tal me desmentiu. Ultimamente ele anda fazendo coisas desagradáveis e não assume e também se dirige a mim com palavras grosseiras”.&lt;br /&gt;Juro que usei muitos eufemismos para suavizar o meu nervosismo. (Taí uma das respostas para as questões dos alunos: Para quê estudar figuras de linguagens, professora?)&lt;br /&gt;Para encerrar a conversa, disse: “Gostaria que a senhora conversasse com ele, pois ele ficou de me dar um retorno sobre a nossa conversa na segunda-feira".&lt;br /&gt;Com certeza ela ficou muito nervosa com a minha atitude de aproveitar o momento e contar ali mesmo o ocorrido.&lt;br /&gt;Tenho a impressão de que a fisionomia dela tenha ficado parecida com a minha no início da aula daquela 6ª série: um ser apenas estático.&lt;br /&gt;Com um nervosismo introspectivo, ela disse secamente: “Tudo bem, vou falar com ele”.&lt;br /&gt;Saí dali assustada, mas ao mesmo tempo aliviada já que tudo o que ela havia ouvido era realmente verdade. Eu não tinha falado bobagens e nem mesmo destratado o filho dela ao comentar o caso com os professores.&lt;br /&gt;Foi naquele momento que agradeci a educação dada pela minha saudosa mãe, que dizia: “Filha, seja sempre sincera e verdadeira. Não minta.”.&lt;br /&gt;Foi também naquele dia que acreditei piamente no velho ditado que diz: “Cuidado, as paredes têm ouvido!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Aprendendo&lt;/strong&gt;: A educação exige os maiores cuidados, porque influi sobre toda a vida. (Sêneca)&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5858940356398737149-7034866840643784989?l=professoraanne.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://professoraanne.blogspot.com/feeds/7034866840643784989/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://professoraanne.blogspot.com/2009/05/as-paredes-tem-ouvido.html#comment-form' title='3 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5858940356398737149/posts/default/7034866840643784989'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5858940356398737149/posts/default/7034866840643784989'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://professoraanne.blogspot.com/2009/05/as-paredes-tem-ouvido.html' title='As paredes têm ouvido'/><author><name>Diário de uma professora</name><uri>http://www.blogger.com/profile/00742181825837331628</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://3.bp.blogspot.com/_sUOSB58xnP0/SfjoWxzNeWI/AAAAAAAAAAM/1um9odgI1tU/S220/100_1879.jpg'/></author><thr:total>3</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5858940356398737149.post-2127530380990492097</id><published>2009-04-30T08:02:00.000-07:00</published><updated>2009-04-30T08:08:14.444-07:00</updated><title type='text'>As arretadas orelhas de burro</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:arial;font-size:78%;"&gt;Em 94 comecei a trabalhar como auxiliar de professora numa 1ª série - (atual 2º ano). Diria que era a incrível 1ª série C.&lt;br /&gt;Até então, eu tinha impressão de que as crianças eram interessantes somente por volta dos três anos de idade, e, é claro, estava redondamente enganada.&lt;br /&gt;Aquela turminha de seis e sete anos realmente me encantava. Entre os alunos, por exemplo, havia uma garota bem branquinha - repleta de sardas - que ficava o tempo todo atrás de mim.&lt;br /&gt;Ela era literalmente uma sombra; uma sombra sorridente; sorridente sem dente.&lt;br /&gt;Isso mesmo, a expressão inocente, angelical e sem vergonha de mostrar a ausência dos incisivos marcou o início da minha carreira como professora.&lt;br /&gt;Aquele sorriso falho me mostrou que a alegria da profissão não está somente em ensinar, mas também em aprender com a vivência dos próprios alunos. &lt;br /&gt;Percebi que eles não trazem para a sala de aula apenas o nome no diário de classe, mas, sim, histórias que acabam se tornando verdadeiras lições de vida.&lt;br /&gt;A primeira - de muitas - que contarei aqui neste blog, ocorreu é claro, na inesquecível 1ª série C.&lt;br /&gt;Lá estava ele: um garotinho negro, alto, falante, gracioso e que não se chamava Denis, mas era o perfeito “pimentinha”. Adorava fazer travessuras com os vizinhos da classe...&lt;br /&gt;Sua mãe, uma senhora dessas “arretadas” - diriam os nossos conterrâneos lá do nordeste - não deixava nada barato. Por diversas vezes foi chamada à escola para tentar resolver juntamente com a professora a melhor forma de poder corrigir as atitudes do garoto; todas em vão.&lt;br /&gt;Era sempre o mesmo blá, blá, blá: ela dava broncas no menino, que, cabisbaixo, prometia se comportar.&lt;br /&gt;Dali alguns dias, a promessa era esquecida e o garoto voltava a apimentar o dia-a-dia da criançada.&lt;br /&gt;Num belo dia (tal como contariam as histórias infantis...) aquela mãe foi chamada novamente pela direção escolar.&lt;br /&gt;Mais arretada do que nunca, a nobre senhora chegou dizendo que havia encontrado a solução para o mau comportamento do filho e que depois daquele remédio nunca mais o garoto iria aprontar.&lt;br /&gt;Acredite. Ela tirou de dentro da bolsa um par de&lt;strong&gt; ORELHAS DE BURRO&lt;/strong&gt;...&lt;br /&gt;Confeccionado pela própria senhora, o antídoto contra bagunças infantis era feito de cartolina, contornado com canetinha marrom e pintado com lápis de cor também marrom. O que significava aquilo?&lt;br /&gt;Se você pensou que era para coroar a cabeça do garoto, acertou.&lt;br /&gt;A mãe teimava tal como uma criança. Queria ir até a sala de aula e colocar as orelhas no menino na frente de todos os colegas.&lt;br /&gt;Logicamente a professora com quem eu trabalhava não deixou, disse que a atitude iria constrangê-lo e isso seria muito ruim. Ela questionava e dizia que, como mãe, poderia fazer aquilo. Além do mais, tinha certeza  de que isso iria corrigi-lo.&lt;br /&gt;Tentamos convencê-la a levar as orelhas para casa, mas não houve jeito, ela insistia cortando a conversa a cada “mas” que surgia para explicar os porquês. &lt;br /&gt;Conseguimos contornar a situação e chegou-se ao consenso de que as orelhas ficariam na diretoria da escola.  O garoto, por sua vez, deveria ficar sabendo sobre a existência do objeto e a possibilidade de se tornar um adorno para a cabecinha dele, caso não se comportasse.&lt;br /&gt;Chamaram o aluno. Ele ouviu tudo o que a mãe tinha a dizer e viu a sua frente aquele “artefato educativo” tão temeroso. (Imagino o que se passou pela cabecinha dele. As orelhas na cabeça e todas as outras crianças caçoando, tal como em “O fantástico mundo de Bob”...)&lt;br /&gt;Ele prometeu, mais uma vez, se comportar.&lt;br /&gt;Os dias se seguiram e o garoto sempre demonstrava pavor daquele objeto que, é claro, nunca foi utilizado.&lt;br /&gt;A mãe nunca mais foi chamada. Mas não pensem que isso ocorreu porque o castigo criado por ela fez efeito.&lt;br /&gt;O temor era mesmo de sermos surpreendidos por mais alguma novidade maluca trazida pela tal senhora arretada.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Aprendendo:&lt;/strong&gt; "Os filhos tornam-se para os pais, segundo a educação que recebem uma recompensa ou um castigo." (J. Petit Senn)&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5858940356398737149-2127530380990492097?l=professoraanne.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://professoraanne.blogspot.com/feeds/2127530380990492097/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://professoraanne.blogspot.com/2009/04/as-arretadas-orelhas-de-burro.html#comment-form' title='5 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5858940356398737149/posts/default/2127530380990492097'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5858940356398737149/posts/default/2127530380990492097'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://professoraanne.blogspot.com/2009/04/as-arretadas-orelhas-de-burro.html' title='As arretadas orelhas de burro'/><author><name>Diário de uma professora</name><uri>http://www.blogger.com/profile/00742181825837331628</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://3.bp.blogspot.com/_sUOSB58xnP0/SfjoWxzNeWI/AAAAAAAAAAM/1um9odgI1tU/S220/100_1879.jpg'/></author><thr:total>5</thr:total></entry></feed>
